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Se você tem mais de 40, fuja desses erros! 4 investimentos para blindar seu futuro

Fuja desses erros nos investimentos
Se você tem mais de 40, fuja desses erros! 4 investimentos para blindar seu futuro

Fala, meu amigo! Tudo bem por aí? Se você clicou neste artigo, é bem provável que você já tenha passado daquela fase dos “vinte e poucos” onde a gente acha que o tempo é infinito. Chegar aos 40 anos é um marco. É aquela idade em que a gente olha no espelho e percebe que, embora a mente ainda se sinta jovem, o calendário não perdoa. E se você está aqui, é porque o “estalo” finalmente aconteceu: você percebeu que precisa cuidar do seu futuro financeiro agora, ou vai acabar dependendo de uma aposentadoria que, convenhamos, está cada vez mais parecida com uma miragem no deserto.

Nesta fase da vida, eu costumo observar que as pessoas se dividem basicamente em dois grandes grupos. O primeiro é o que eu chamo de Tipo A: aquele cidadão que já ralou muito, construiu algum patrimônio — talvez tenha a casa própria, um carro legal, quem sabe até um terreno ou uma casinha simples. Mas tem um detalhe: nada disso gera renda passiva. Na verdade, esses bens são o que o mestre Robert Kiyosaki chama de “passivos”, porque eles só tiram dinheiro do seu bolso com IPTU, IPVA, manutenção e seguros. O segundo grupo é o Tipo B: a galera que chegou aos 40 “na pindaíba”, pagando aluguel, sem carro próprio e sem um centavo guardado.

Independentemente de qual grupo você faz parte, a verdade nua e crua é uma só: se você não abrir o olho agora, você está lascado. Mas calma! A boa notícia é que você ainda tem tempo. Não é o mesmo tempo que um garoto de 20 anos tem, mas você tem algo que ele não tem: maturidade e, provavelmente, uma capacidade de aporte maior. O objetivo deste guia não é apenas te dar uma lista de onde colocar seu dinheiro, mas sim te mostrar um plano de guerra para que você possa se aposentar com dignidade, sem depender de migalhas do governo.

1. O Fantasma da Previdência: Por que o INSS é uma Bomba Relógio?

Vamos falar a real sobre o INSS? Muita gente ainda acredita que “contribuir” para a previdência social é um investimento. Sinto te dizer, mas o INSS funciona mais como um sistema de pirâmide legalizado do que como um fundo de pensão. Para você ter uma ideia da gravidade da situação, os dados mais recentes mostram que o rombo da previdência em 2025 ultrapassou a marca assustadora de R$ 320 bilhões. Isso é mais do que o orçamento de ministérios inteiros como o da Saúde ou da Educação.

O problema é matemático e demográfico. Quando a previdência foi criada no Brasil, a estrutura da nossa população era uma pirâmide perfeita: muitos jovens trabalhando e contribuindo para sustentar poucos idosos aposentados. Naquela época, tínhamos cerca de 10 trabalhadores para cada beneficiário. Hoje, essa conta já está apertada e as projeções para 2050 a 2060 — justamente quando você, que tem 40 agora, estará querendo pendurar as chuteiras — indicam que teremos apenas dois contribuintes para cada aposentado.

AnoProporção (Trabalhador : Aposentado)Cenário da Previdência
Fundação10 : 1Sustentável e folgado
2024/2025~ 5 : 1Déficit crescente e preocupante
2050 – 20602 : 1Colapso iminente do sistema atual

Você realmente acha que essa conta vai fechar? É óbvio que não. O governo terá que aumentar a idade mínima (de novo), reduzir o valor dos benefícios ou aumentar os impostos. Ou as três coisas ao mesmo tempo. Por isso, se você tem 40 anos ou mais, o seu Plano B precisa começar hoje. O investimento não é mais um “luxo” para quem quer ficar rico; é uma questão de sobrevivência para quem não quer passar necessidade na velhice.

O percentual da população idosa no Brasil deve saltou de 13,8% em 2019 para mais de 32% em 2060. Isso significa que um em cada três brasileiros será idoso. Se você não construir sua própria fonte de renda passiva, você estará à mercê de decisões políticas que podem mudar as regras do jogo a qualquer momento. A partir de agora, vamos mergulhar nos 4 investimentos que mudam o jogo e que vão te tirar dessa dependência estatal.

2. A Mentalidade de Quem Vira o Jogo aos 40+

Para começar a investir aos 40 anos, você precisa primeiro mudar o “chip” mental. O erro mais comum que eu vejo é a pessoa tentar recuperar o tempo perdido de forma desesperada, buscando o “investimento da moda” ou a “criptomoeda que vai valorizar 10.000%”. Meu amigo, aos 40 anos, você não tem mais tempo para ser aventureiro. O foco agora é consistência e segurança, com uma pitada de rentabilidade.

A primeira coisa que você precisa entender é a diferença entre Ativos e Passivos. Se você comprou uma casa de praia que te custa R$ 2.000 por mês de condomínio, IPTU e faxina, sinto muito, mas você não tem um investimento, você tem um Passivo. Um Ativo é algo que coloca dinheiro no seu bolso todos os meses sem que você precise trabalhar para isso. É o aluguel de um fundo imobiliário, o dividendo de uma ação ou os juros de um título público.

Aos 40 anos, você precisa focar em construir uma Máquina de Renda Passiva. A estratégia que eu montei aqui, foi para um amigo que também está nessa faixa etária, e que vou compartilhar com você aqui, é baseada na Estratégia dos 4 Quadrantes. A ideia é simples: dividir seu patrimônio em quatro partes iguais (25% cada) para que você tenha proteção, crescimento e renda mensal.

QuadranteInvestimentoObjetivo Principal
Quadrante 1Renda Fixa (Brasil)Segurança e Reserva de Oportunidade
Quadrante 2Ações (Brasil)Dividendos e Valorização a Longo Prazo
Quadrante 3Investimentos no Exterior (Dólar)Proteção Cambial e Acesso Global
Quadrante 4Fundos Imobiliários (FIIs)Renda Mensal Previsível e Isenta

Ao seguir essa divisão, você não coloca todos os ovos na mesma cesta. Se a bolsa do Brasil cair, o dólar sobe e te protege. Se os juros subirem, sua renda fixa rende mais. Se a inflação apertar, seus fundos imobiliários e ações de setores perenes tendem a repassar esses custos para os preços, mantendo seu poder de compra. É uma carteira de “faz-tudo”, feita para aguentar as porradas que o mercado financeiro (e o Brasil) costuma dar.

3. Quadrante 1: Renda Fixa e a Reserva de Oportunidade (A Base da Paz)

Muita gente torce o nariz para a renda fixa, achando que é investimento de “velho” ou de quem não entende nada. Mas deixa eu te falar uma coisa: aos 40 anos, a renda fixa é a sua melhor amiga. Ela é o que vai te dar o sono tranquilo à noite. Imagine que a bolsa de valores despenque 20% amanhã. Se você tiver 100% do seu dinheiro lá, você vai entrar em pânico e provavelmente vai vender tudo no prejuízo. Mas, se você tiver 25% em renda fixa, você vai olhar para aquela queda e pensar: “Opa, as ações estão em promoção e eu tenho dinheiro guardado para comprar mais barato!”.

É aqui que entra o conceito de Reserva de Oportunidade. Ela é diferente da sua Reserva de Emergência. A reserva de emergência é para quando o cano estoura, você perde o emprego ou o carro quebra. Esse dinheiro deve estar separado, talvez em uma conta de liquidez diária, e não entra na contagem da sua carteira de investimentos. Já a reserva de oportunidade (os seus 25% de renda fixa) serve para você aproveitar as crises do mercado.

No Brasil, temos a sorte (ou o azar, dependendo do ponto de vista) de ter uma das maiores taxas de juros reais do mundo. Isso significa que, mesmo sem correr grandes riscos, seu dinheiro cresce de verdade acima da inflação. Um exemplo prático que eu sempre dou é a comparação entre a poupança e as “caixinhas” de bancos digitais como o Nubank, que rendem 100% do CDI.

Investimento (R$ 100.000)Rendimento Mensal AproximadoDiferença Anual
Poupança~ R$ 500,00
Caixinha Nubank (100% CDI)~ R$ 1.000,00+ R$ 6.000,00

Percebeu a diferença? Deixar dinheiro na poupança aos 40 anos é praticamente um crime contra o seu futuro. Em um ano, você deixa de ganhar R$ 6.000 — dinheiro que poderia ser usado para comprar mais ações ou fundos imobiliários. Para quem está começando, as caixinhas do Nubank ou o Tesouro SELIC são excelentes opções porque têm liquidez imediata e são extremamente seguros.

A regra de ouro aqui é: mantenha sempre 25% do seu patrimônio investido em renda fixa. Se o mercado estiver calmo, ela vai rendendo seus 1% ao mês (ou algo próximo disso). Se o mercado entrar em pânico, você usa uma parte desse dinheiro para comprar ativos que ficaram baratos. É assim que os grandes investidores ficam ricos: comprando na baixa e vendendo na alta. E você, aos 40+, precisa aprender a jogar esse jogo se quiser mudar o seu patamar financeiro.

4. Quadrante 2: Ações no Brasil – Tornando-se Sócio de Gigantes

Agora que você já tem sua base sólida em renda fixa, vamos para o segundo quadrante: as Ações. Eu sei, muita gente tem medo de ações. Muita gente acha que a bolsa de valores é um cassino. Mas deixa eu te falar uma coisa: se você comprou uma ação da Petrobras, você virou sócio da maior empresa de petróleo do Brasil. Se você comprou uma ação do Banco do Brasil, você virou sócio de um dos maiores bancos da América Latina.

A ideia aqui não é fazer “day trade”, ficar comprando e vendendo ações o dia todo. Aos 40 anos, você não tem tempo (e nem saco) para isso. O seu objetivo é ser um investidor de longo prazo. Você quer comprar empresas que dão lucro, que pagam dividendos e que têm negócios sólidos. Eu chamo isso de investir em Setores Perenes. Sabe aqueles setores que, aconteça o que acontecer, as pessoas continuam pagando as contas?

Pense comigo: mesmo em uma crise profunda, você deixa de pagar a conta de luz? Você deixa de usar o banco? Você deixa de pagar o seguro do seu carro? Dificilmente. Por isso, os setores de Energia Elétrica, Saneamento, Bancos e Seguradoras são os melhores amigos do investidor de 40+. Eles são resilientes, previsíveis e excelentes pagadores de dividendos.

Eu separei uma carteira “arroz com feijão” para você começar. São 8 empresas, divididas em 4 setores, para que você tenha uma diversificação saudável. Veja a tabela abaixo com as sugestões:

SetorEmpresa (Código)Por que Investir?
BancosBanco do Brasil (BBAS3)Lucros bilionários e ótimos dividendos.
BancosItaúsa (ITSA4)Holding que controla o Itaú; diversificada e sólida.
EnergiaEngie (EGIE3)Foco em geração de energia limpa; muito estável.
EnergiaEquatorial (EQTL3)Excelente gestão e histórico de crescimento.
SegurosBB Seguridade (BBSE3)Líder em seguros agrícolas; paga muitos dividendos.
SegurosPorto Seguro (PSSA3)Referência em seguros de automóveis e residenciais.
SaneamentoSabesp (SBSP3)Gigante do saneamento em SP; recentemente privatizada.
SaneamentoSanepar (SAPR11)Empresa de saneamento do PR; muito barata e lucrativa.

Ao investir nessas empresas, você está colocando seu dinheiro em negócios reais. Quando o Banco do Brasil lucra R$ 30 bilhões no ano, uma parte desse lucro vai direto para a sua conta em forma de dividendos. E o melhor: você pode comprar essas ações direto pelo aplicativo do seu banco ou corretora (como o Nubank, Inter ou BTG). Com menos de R$ 30, você já consegue comprar uma ação do Banco do Brasil e começar a sua jornada como sócio de grandes empresas.

5. Quadrante 3: Dolarização – O Mundo Além do Brasil

Chegamos ao terceiro quadrante, e este aqui é onde a maioria dos investidores brasileiros peca: a Dolarização. Meu amigo, deixa eu te contar um segredo: o Brasil representa apenas 0,8% do mercado global. Se você investe apenas no Brasil, você está ignorando 99,2% das oportunidades do mundo. Além disso, você está 100% exposto ao “Risco Brasil” — que a gente sabe que não é pequeno.

Investir em dólar não é mais coisa de milionário. Hoje, qualquer pessoa com um celular na mão consegue abrir uma conta em uma corretora americana (como a Nomad ou a Avenue) e começar a investir nas maiores empresas do planeta. Pense no seu dia a dia: você usa o Google para pesquisar, o Facebook/Instagram para se conectar, o iPhone ou Android para se comunicar, toma um café no Starbucks e paga com cartão Visa ou Mastercard. Por que você não é sócio dessas empresas?

Além do acesso a empresas globais, investir em dólar te dá uma proteção absurda. Historicamente, quando a bolsa do Brasil cai ou a nossa economia entra em parafuso, o dólar tende a subir. Isso cria um equilíbrio na sua carteira. Se você tem 25% do seu patrimônio em dólar, você dorme muito mais tranquilo sabendo que, se o real desvalorizar, o seu poder de compra global está protegido.

Para quem está começando e tem 40+, eu sugiro não tentar escolher ações individuais nos EUA. O melhor caminho são os ETFs (Exchange Traded Funds), que são cestas de ações que você compra com uma única cota. Eu recomendo dois principais:

1.IVV (iShares Core S&P 500 ETF): Este ETF replica as 500 maiores empresas dos Estados Unidos. Ao comprar uma cota do IVV, você vira sócio da Apple, Microsoft, Amazon, Nvidia, Google e outras 495 gigantes. É o investimento mais diversificado e sólido que existe no mundo.

2.TFLO (iShares Treasury Floating Rate Bond ETF): Este é o equivalente à nossa “Renda Fixa” nos EUA. Ele investe em títulos do tesouro americano de curto prazo. É onde você deixa o seu dólar rendendo juros americanos enquanto espera por oportunidades.

AtivoTipoO que você está comprando?
IVVAções (EUA)As 500 maiores e mais ricas empresas do mundo.
TFLORenda Fixa (EUA)Títulos da dívida do governo dos Estados Unidos.

Ter uma parte do seu patrimônio em dólar é a diferença entre uma aposentadoria tranquila e uma aposentadoria cheia de sustos. O real é uma moeda fraca e volátil. O dólar é a reserva de valor do mundo. Aos 40 anos, você não pode se dar ao luxo de ignorar essa proteção. Comece pequeno, envie R$ 500 ou R$ 1.000 por mês para a sua conta internacional e veja a mágica da dolarização acontecer ao longo dos anos.

6. Quadrante 4: Fundos Imobiliários (FIIs) – Sua Renda Mensal Previsível

Chegamos ao meu quadrante favorito, e eu tenho certeza de que vai ser o seu também: os Fundos Imobiliários (FIIs). Se você tem 40 anos ou mais, você provavelmente cresceu ouvindo que “quem compra terra não erra”. Ter imóveis sempre foi o sonho de consumo do brasileiro médio. Mas, vamos ser sinceros: comprar um apartamento para alugar dá uma dor de cabeça danada. É inquilino que não paga, é IPTU atrasado, manutenção de emergência, é comissão de imobiliária… e o pior: você precisa de muito dinheiro para comprar um único imóvel.

Os Fundos Imobiliários resolvem todos esses problemas. Ao comprar uma cota de um FII, você se torna dono de um pedacinho de grandes imóveis: shoppings, galpões logísticos da Amazon ou do Mercado Livre, prédios comerciais de luxo na Faria Lima e até hospitais. E o melhor: você recebe o “aluguel” todo mês direto na sua conta, isento de Imposto de Renda (pelo menos na legislação atual).

Diferente das ações, que podem demorar meses para pagar dividendos, os FIIs pagam todos os meses. Isso é música para os ouvidos de quem tem 40+ e está pensando na aposentadoria. É a previsibilidade que a gente tanto busca. Com R$ 10, você já consegue comprar uma cota do famoso MXRF11 e começar a receber seus primeiros centavos de aluguel no mês seguinte.

Eu montei uma carteira diversificada com 10 FIIs para você começar. São fundos que eu considero seguros e que cobrem diferentes setores da economia:

CódigoSetorO que o fundo faz?
KNCR11Papel (Recebíveis)Investe em dívidas do setor imobiliário; muito seguro.
MXRF11HíbridoO queridinho do Brasil; investe em papéis e imóveis.
HGLG11LogísticaDono de galpões gigantes alugados para grandes empresas.
BTLG11LogísticaOutro gigante da logística com imóveis de alta qualidade.
XPML11ShoppingsSócio de shoppings como o Cidade Jardim e Catarina Fashion Outlet.
KNRI11Híbrido (Tijolo)Um dos fundos mais antigos e seguros; prédios e galpões.
XPLG11LogísticaFocado em galpões logísticos de alto padrão.
KNSC11Papel (Recebíveis)Fundo de papel com foco em crédito de alta qualidade.
GARE11Renda UrbanaImóveis alugados para supermercados e varejo.
VGIA11Fiagro (Agronegócio)Investe em dívidas do agronegócio; paga dividendos altos.

A mágica aqui é o Efeito Bola de Neve. No começo, seus dividendos vão ser pequenos. Talvez R$ 10 ou R$ 50 por mês. Mas, se você pegar esse dinheiro e comprar mais cotas, no mês seguinte você recebe mais. Com o tempo, o aluguel que você recebe será suficiente para comprar uma cota nova sem você precisar tirar dinheiro do bolso. Esse é o ponto de virada! É quando o dinheiro começa a trabalhar de verdade para você.

Imagine chegar aos 60 anos com uma carteira de FIIs que te paga R$ 5.000 ou R$ 10.000 por mês, faça chuva ou faça sol, sem você precisar lidar com nenhum inquilino chato. Isso é liberdade financeira. E aos 40 anos a idade perfeita para acelerar esse processo.

7. Mão na Massa: Como Gerenciar Tudo Isso

Você deve estar pensando: “Nossa, é muita coisa! Como é que eu vou controlar 25% aqui, 25% ali, ações, FIIs, dólar… vou ficar louco!”. Calma, meu amigo. A tecnologia está aqui para nos ajudar. Você não precisa de uma planilha de Excel complexa para gerenciar seus investimentos.

Eu recomendo fortemente que você use um gerenciador de carteira. O que eu mais gosto e que recomendo para o Edu é o Investidor 10. Ele tem uma versão gratuita que é excelente. Você cadastra seus ativos lá e ele monta um gráfico de “pizza” bonitão, mostrando exatamente quanto você tem em cada quadrante.

Passo a Passo para Organizar Sua Vida Financeira:

  1. Abra sua conta em uma corretora: Pode ser o Nubank (pelo app mesmo), o Inter, o BTG Pactual ou a XP. Para o dólar, abra na Nomad ou Avenue.
  2. Faça seu primeiro aporte: Não espere ter R$ 10.000. Comece com R$ 100 ou R$ 500. O importante é criar o hábito.
  3. Cadastre no Investidor 10: Sempre que comprar um ativo, lance lá. Assim você visualiza o seu progresso.
  4. Rebalanceie a carteira: Uma vez por mês, veja qual quadrante está com menos de 25%. Se a bolsa subiu muito e as ações agora representam 30% da sua carteira, o seu próximo aporte deve ser em renda fixa ou FIIs para equilibrar as coisas.

O rebalanceamento é o segredo dos grandes investidores. Ele te obriga a comprar o que está barato e parar de comprar o que está caro. É uma forma automática de “comprar na baixa”. Se os FIIs caíram e agora representam apenas 20% da sua carteira, o Investidor 10 vai te mostrar que você precisa aportar neles. Assim, você compra mais cotas com o mesmo dinheiro. É simples, eficiente e tira o fator “emoção” da jogada.

Lembre-se: aos 40+, o seu maior inimigo não é o mercado financeiro, é a sua própria procrastinação. Cada mês que você deixa de investir é um mês a menos de juros compostos trabalhando a seu favor. Não tente ser perfeito no começo; apenas comece. O aprendizado vem com a prática.

8. Simulação Real: O Caminho para os R$ 250 mil e Além

Agora que você já sabe onde investir, vamos falar de números reais? Muita gente me pergunta: “Quanto de dinheiro eu preciso para me aposentar aos 60?”. Para responder essa pergunta, eu fiz uma simulação baseada na carteira do Edu, aplicando R$ 100.000 divididos exatamente nesses 4 quadrantes (25% cada).

Nos últimos dois anos, essa carteira teve uma rentabilidade média de 13,13% ao ano. Isso somando a valorização das ações e FIIs, os dividendos recebidos e a valorização do dólar. No final de dois anos, os R$ 100.000 viraram R$ 128.525. Ou seja, um lucro de R$ 28.525 sem você precisar fazer nada além de apertar alguns botões no celular uma vez por mês.

Desses R$ 28 mil de lucro, quase R$ 10 mil foram só de dividendos. Isso é renda caindo na conta todo mês. Se a gente trouxer isso para uma realidade de aposentadoria, vamos imaginar que você queira uma renda extra de R$ 2.500 por mês. Para conseguir isso com uma rentabilidade de 13% ao ano, você precisaria acumular um patrimônio de aproximadamente R$ 250.000.

Objetivo de Renda MensalPatrimônio Necessário
(Rent. 13% a.a.)
Quanto rende por ano?
R$ 1.000,00R$ 100.000,00R$ 13.000,00
R$ 2.500,00R$ 250.000,00R$ 32.500,00
R$ 5.000,00R$ 500.000,00R$ 65.000,00
R$ 10.000,00R$ 1.000.000,00R$ 130.000,00

Você pode estar pensando: “Nossa, R$ 250 mil é muito dinheiro!”. Mas deixa eu te mostrar o poder dos aportes constantes. Se você começar hoje, aos 40 anos, e investir apenas R$ 300 por mês (o preço de um jantar fora com a família ou uma pizza por final de semana), com essa mesma rentabilidade de 13% ao ano, você alcançaria os R$ 250.000 em aproximadamente 18 anos.

Isso significa que aos 58 anos você já teria sua aposentadoria complementar de R$ 2.500 por mês garantida. Lembre-se que pelo INSS você só se aposentaria aos 65 anos, ganhando provavelmente um salário mínimo (que hoje é cerca de R$ 1.500). Ou seja, você se aposenta 7 anos antes e ganha R$ 1.000 a mais por mês.

E se você tiver 25 anos pela frente? Se você começar aos 40 e quiser parar aos 65, investindo os mesmos R$ 300 por mês, você chegaria a um montante de mais de R$ 600.000. Isso te geraria uma renda mensal de mais de R$ 6.000 por mês. Percebeu como o tempo e a consistência são os seus maiores aliados? O segredo não é ganhar na loteria, é começar logo e não parar.

Conclusão: O Convite para o Seu Futuro

Meu amigo, se você chegou até aqui, parabéns! Você já sabe mais sobre investimentos do que 95% da população brasileira. Você entendeu que o INSS é um risco que você não pode correr sozinho, aprendeu a estratégia dos 4 quadrantes para proteger e crescer o seu patrimônio, e viu que com aportes pequenos mas constantes, é possível construir uma aposentadoria de dar inveja.

Aos 40 anos, a vida está apenas começando de uma forma diferente. Você tem maturidade, tem experiência e agora tem o mapa da mina de ouro da sua vida. O que falta agora é a Ação. Não adianta nada ler este texto, achar legal e amanhã continuar fazendo as mesmas coisas de sempre. Se você quer resultados diferentes, precisa de atitudes diferentes.

Os 4 investimentos que mudam o jogo — Renda Fixa, Ações, Dólar e FIIs — estão aí à sua disposição. O mercado financeiro é democrático: ele não quer saber se você é rico ou pobre, se tem faculdade ou não. Ele só quer saber se você tem disciplina para investir todos os meses.

Eu estou aqui para te ajudar a virar esse jogo e garantir que a sua velhice seja a melhor fase da sua vida.

Um grande abraço, bons investimentos e conta aqui para mim se você já conhecia esses investimentos e qual deles já investe?

FAQ – Perguntas Frequentes sobre Investimentos aos 40+

1. Ainda dá tempo de começar a investir aos 40 anos?

Com certeza! Você ainda tem pelo menos 20 a 25 anos de vida produtiva pela frente. É tempo mais do que suficiente para os juros compostos fazerem mágica.

2. Quanto eu preciso para começar?

Com menos de R$ 50 você já consegue comprar uma ação e um fundo imobiliário. O importante não é o valor, é o hábito de investir todos os meses.

3. Qual o melhor investimento para quem tem 40 anos?

Não existe “o melhor“, mas sim a melhor carteira. A estratégia dos 4 quadrantes (25% em cada) é a mais equilibrada para quem busca segurança e renda.

4. Investir em dólar é seguro?

É muito mais seguro do que investir apenas em real. O dólar é a moeda mais forte do mundo e protege o seu patrimônio contra as crises brasileiras.

5. Como eu recebo os dividendos?

Eles caem automaticamente na conta da sua corretora. Você pode usar esse dinheiro para pagar contas ou, o que eu recomendo, reinvestir para comprar mais ativos.

Mergulhando fundo nas Ações: O Banco do Brasil (BBAS3) e a Itaúsa (ITSA4)

Para que você se sinta ainda mais seguro ao investir em ações, vamos falar um pouco mais sobre duas das maiores empresas do Brasil que citei anteriormente. O Banco do Brasil (BBAS3) é uma das instituições mais antigas do país e, ao contrário do que muita gente pensa, é um banco extremamente moderno e lucrativo. Nos últimos anos, ele tem entregado resultados recordes, com lucros que ultrapassam os R$ 30 bilhões anuais. E o melhor para o investidor: o Banco do Brasil tem uma política de distribuição de dividendos muito agressiva, chegando a pagar cerca de 40% a 50% do seu lucro líquido aos acionistas. Se você comprar uma ação hoje, estará se tornando sócio de um banco que tem uma carteira de crédito agrícola gigantesca — um setor que nunca para no Brasil.

Já a Itaúsa (ITSA4) é o que chamamos de “holding”. Ela é a empresa que controla o Banco Itaú, mas não para por aí. Ao investir na Itaúsa, você também está investindo indiretamente em empresas de saneamento (Aegea), energia (Alupar), infraestrutura e até na Alpargatas (dona da Havaianas). É uma forma muito inteligente e barata de diversificar o seu patrimônio com uma única ação. A Itaúsa é conhecida no mercado como uma “vaca leiteira”, termo usado para empresas que geram muito caixa e pagam dividendos constantes aos seus sócios. Para quem tem 40 anos e busca previsibilidade, ter Itaúsa na carteira é quase obrigatório.

O Setor Elétrico: Engie (EGIE3) e Equatorial (EQTL3)

O setor de energia elétrica é outro pilar fundamental para quem busca uma aposentadoria tranquila. Pense bem: você consegue imaginar sua vida sem eletricidade? Pois é, ninguém consegue. As empresas desse setor costumam ter contratos de concessão muito longos, de 20 ou 30 anos, o que garante uma receita muito previsível. A Engie Brasil (EGIE3) é a maior produtora privada de energia do país, com um foco muito forte em fontes renováveis como eólica e solar. Ela é famosa por ser uma “reloginho” no pagamento de dividendos: todo ano ela distribui uma parte generosa do seu lucro.

Por outro lado, temos a Equatorial Energia (EQTL3), que é uma empresa de crescimento. Ela compra distribuidoras de energia que estão com problemas financeiros, arruma a casa, melhora a eficiência e transforma prejuízo em lucro. Investir na Equatorial é apostar na competência de gestão de um dos melhores times de executivos do Brasil. Ter essas duas empresas na sua carteira de ações cria um equilíbrio perfeito entre a segurança dos dividendos da Engie e o potencial de valorização da Equatorial.

Seguradoras: O Lucro Invisível da BB Seguridade (BBSE3) e Porto Seguro (PSSA3)

As seguradoras são negócios fantásticos do ponto de vista financeiro. Elas recebem o dinheiro dos clientes hoje (o prêmio do seguro) e só pagam as indenizações se e quando acontecer um sinistro. Enquanto o sinistro não acontece, elas pegam esse dinheiro e investem no mercado financeiro, ganhando juros. Isso é o que chamamos de “float”. A BB Seguridade (BBSE3) é a braço de seguros do Banco do Brasil e é líder absoluta no seguro agrícola. Como o agronegócio é o motor da economia brasileira, a BB Seguridade lucra muito e, por não precisar de grandes fábricas ou máquinas, ela distribui quase todo o seu lucro aos acionistas.

A Porto Seguro (PSSA3), por sua vez, é a referência nacional em seguros de automóveis e residenciais. Quem nunca ouviu falar do guincho da Porto? Além da marca fortíssima, a empresa tem se diversificado em serviços financeiros, cartões de crédito e até saúde animal. É uma empresa sólida, com décadas de história e que trata muito bem o seu acionista minoritário. Ao investir nessas duas empresas, você está protegido por um setor que lucra tanto na bonança quanto na crise, já que as pessoas não costumam abrir mão de proteger seus bens mais valiosos.

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